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História da Raça

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País de Origem: Grã-Bretanha

Nome no país de origem: West Highland White terrier

Utilização: Caça e Companhia

Sem prova de trabalho

WEST HIGHLAND WHITE TERRIER

02A HISTÓRIA DA RAÇA

O West Highland White terrier é o único cão do grupo dos Terriers que tem um nome tão longo, quatro palavras no nome, cada uma das quais com um significado especial quanto sua origem:

West Highland – por ter se desenvolvido nas Highlands, Terras Altas da costa oeste da Escócia.
White – pela única cor da espécie
Terrier – da palavra latina “terra” o que mostra sua aptidão e eficiência como caçadores em terrenos pedregulhosos, irregulares, tocas e cavernas.
 
* Foto: "Dignity and Impudence" Sir Edwin Landseer 1839

Até que se firmassem como raça distinta, no final do século XIX sua história é cheia de conjunturas. É importante considerar que estamos lidando com possibilidades, probabilidades e algumas lendas célticas.

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Uma destas lendas conta que no início do século XVI os primeiros terriers brancos da Escócia supostamente teriam sido levados para lá pela Armada Espanhola, que atacou a Inglaterra em 1588. Após a derrota dos espanhóis, alguns navios rumaram para o norte pela costa oeste da Inglaterra até encalhar nas ribeiras dos Highlands, terras altas da Escócia. A bordo havia numerosos cães terriers brancos utilizados pelos marinheiros para caçar ratos nos porões.   

Sabe-se também que é muito provável que os primeiros ancestrais da raça seriam uma variação dos primeiros Scotch Terriers que mais tarde se assemelham aos atuais Cairn Terriers.

Historicamente, portanto, os West Highlands White Terriers podem ter chegado à Escócia por circunstâncias bélicas.

No entanto este cão de nome comprido, afetuosamente chamado de Westie, tornou-se rapidamente popular, sinônimo de exímios daninhos como ratos, raposas, texugos e lontras, o que exige deles força, perseverança e inteligência frente aos seus adversários. Seu pequeno corpo se contorce em locais onde se escondem presas e que as pessoas não conseguem alcançar.

Outros legados históricos dão conta que os terriers da Escócia eram conhecidos desde os tempos da rainha Elizabeth I e o Rei da Inglaterra, James I, nos inícios de 1600.

O médico da Corte Jonh Keyes – escreveu o primeiro livro sobre cachorros que se conhece – Of Englishee Dogges – livro este que menciona os “Terriers” das fronteiras bárbaras do norte – os Terriers da Escócia.

O Rei James I Requisitou da Província de Argyllshire, na Escócia, seis espécimes dos pequenos cães brancos – Westies, para presentear o Rei da França. Tal era seu amor por estes cães, que preocupado com sua segurança na perigosa travessia do canal da Mancha, o Rei James I ordenou que os cães fossem separados em dois grupos de três cada um, expedindo-os em barcos distintos, demonstrando assim o elevado valor que o rei atribuía a estes cães vivos e alegres.

Consta que a Corte Francesa os apreciou extraordinariamente.

O Coronel Edward Donald Malcolm, que sua família era de Poltalloch, em Argyllshire, é geralmente creditado como um verdadeiro criador de cães brancos. Ele às vezes era confundido com seu irmão mais velho Sir Jonh Malcolm (or Ian Malcolm), que trabalhava como um membro do Parlamento. Edward era o segundo filho e estava destinado a uma carreira no exército, como era de costume na época. Naquele tempo criava-se em cores variadas do marrom para o vermelho, com alguns cães sendo de creme para o próximo do branco. Em meados do século XIX, alguns criadores como fazendeiros e pastores, matavam os filhotes de cores claras, pois pensavam que estes eram impuros, fracos e menos hábeis para caça. Os criadores sérios consideravam os cães brancos algo embaraçoso e por isso nunca viam a luz do dia. Edward não concordava. Quando era garoto ele cuidou de um grande número de cães de cores claras e os utilizou para caça. Seus cães trabalhavam lado a lado com alguns do seu irmão Ian, provando para eles mesmos quão equivalentes eram e o quão fácil podiam ser vistos ao longo do campo por serem de cor clara. Um dia um cão avermelhado, favorito de Edward, surgiu de um esconderijo e foi abatido por engano, confundido por uma raposa, convencendo Edward mais que tudo que os cães brancos eram preferidos para caça.

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Coronel Edward Malcolm

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Sir Ian Malcolm

 Agilidade e inteligência no cão era uma consideração importante desde que o cão fosse usado para caçar animais. Histórias são contadas de que filhotes de meia idade eram colocados em barris contendo uma presa, como um texugo ou alguns ratos. Se o cão fosse o ganhador dentro do prazo de dez minutos ele era considerado o valor de seu sustento. Isso soava como “bravura” uma tática de seleção dos mais aptos.

08Poltalloch Eleven
Onze Westies famosos do Coronel Malcolm.
Veja a variação no estilo, especialmente nas orelhas, pés e comprimento da pelagem.
No alto da foto o cão do meio, da ultima fileira dos três juntos, e o cão superior
no centro da foto, se assemelham
muito ao moderno Westie.

Coronel Malcolm com seu próprio programa de criação seletiva produziu um puro branco. Ele dizia que os cães brancos surgiram nos highlands há 100 anos ou mais e que ele não inventou a raça. Depois da morte do seu irmão Ian, o Coronel Malcolm usou sua influência para promover os cães brancos para a caça. Aos poucos os cães brancos se tornaram preferidos e outros criadores vieram para a mesma opinião do Coronel Malcolm. No início de século XX, se criou o padrão da raça. Os cães do Coronel Malcolm eram conhecidos como White Poltallochs.

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Roseneath or White Scottish Terriers – 1899
Observe as características do cão, em especial os corpos e as cabeças alongados, como do Scottish Terrier.

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Um Highland ocidental e um Scottish Terrier, mostrando as cabeças longas. Observe as diferenças ligeiras nas proporções principais e a pigmentação escura nas orelhas dos highlands ocidentais.

Dois outros criadores de cães brancos também devem ser mencionados. Um é o Duque de Argyll, o qual sua família era de Roseneath. Aqui um desejável branco foi desenvolvido. Esses cães tinham um macio e puro revestimento branco. Eles se tornaram conhecidos como os Roseneath Terriers (ou também como White Skye Terriers). Dr. Flaxman, de Fife, costa leste da Escócia, também se tornou interessado na criação de cães brancos a partir de uma fêmea de scottish terrier que tinha filhotes de cor branca em toda sua linha. Seus cães tinham um revestimento branco, e boa pigmentação preta, narizes pretos. Eles também diziam que tinham pesados corpos e a longa face do scottish terrier, melhor que as típicas cabeças arredondadas dos Poltallochs. Outro ponto, o revestimento tendia a ser cor de creme, um fato que ainda permanece nos criadores de Westies de hoje. Seus cães eram conhecidos como White Scotch.

Mais tarde os Roseneath Terriers, os White Scotch do Dr. Flaxman e os White Poltalloch do Coronel Malcolm entraram na disputa dos shows. O Coronel Malcolm e o Dr. Flaxman se tornaram grandes rivais nas exposições. O ponto da disputa deles era o formato da cabeça. Os Poltallochs eram considerados como sendo o verdadeiro tipo para os juízes das exposições. O padrão da raça de hoje diz que cabeça longa como a dos scottish terrier, é uma falha séria para o Westie.   

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Imagem de 1904 Intitulados "Skye Terriers"

Em outubro de 1904 exemplares de West Highland White Terrier foram exibidos no show anual do Scottish Kennel Club, em Edinburgh na Escócia, com o nome de Poltalloch Terrier. Em 1906 foram exibidos em Westminster com o nome de Roseneath Terrier e dois anos depois entrou na lista do stud book do American Kennel Club, com este mesmo nome.

O Coronel Malcolm pode certamente ser creditado por trazer a raça ao público participando de exposições. Ou seja, o coronel Malcolm é o apresentador da raça. Ele também pode ser creditado por criar melhores relações entre os vários criadores e unificando tudo, trocando o nome da raça para West Highland White Terrier no dia 31 de maio de 1909. O nome foi bem escolhido pelo lugar que ele se originou e elas características do cão. Quando a raça foi aceita pelo English Kennel Club, o nome se tornou oficial, um tributo ao Coronel Malcolm. Em 1904 o West Highland White Terrier Club foi formado na Escócia, com o Duque de Argyll como presidente. O West Highland White Terrier Club da Inglaterra foi formado ao mesmo tempo com o Coronel Malcolm como vice-presidente. Mais tarde ele se torna presidente. Em setembro de 1909 foi fundado o West Highland White Terrier of América.

Em 1907 a raça foi reconhecida pelo Kennel Club of England. Houve classes para os Westies na famosa Crufts Show em Londres e ao mesmo ano a raça entrou no stud book do English Kennel Club. Em 1908, 141 Westies foram registrados.

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Foto de 1909 de Westies dos kennels de Mrs.Cameron-Head's Inverailort. Outra vez você pode ver as variações adiantadas na cabeça e no revestimento.

Nesses primeiros anos, os cães escoceses que tinham o tipo correto ganharam todas as exposições. Mas era difícil o melhor aparecer, já que muitos criavam a raça como se fosse um scottish terrier branco. Mas dedicados criadores trabalharam e criaram um tipo apropriado usando seus cães tanto como terriers de trabalho, como os exibindo nas exposições. Nesses dias não era incomum ver entrar no show um Westie com metade de uma orelha cortada ou com outros “méritos do trabalho” ganhos durante seu trabalho. O primeiro padrão da raça dizia que o cão deveria ter entre 8 e 12 polegadas de altura. Realmente esses Westies do início eram freqüentemente muito pequenos, tendo habilidade para o trabalho muito notável.

Na Grã Bretanha nos anos da Primeira Guerra Mundial, de 1914 a 1918 foi muito difícil para os proprietários de canis. A comida era escassa, e os proprietários de cães eram policiados para se ter certeza de que o cão não estivesse comendo nada que poderia ser dado para população. A Sra. May Pacey, criadora do famoso Wolvey dogs, escreveu algumas linhas em seu livro West Highland White Terriers. Ela dizia que em um dia ela sacrificou quinze de seus cães para não vê-los morrer de fome, é uma experiência que ela disse que nunca iria esquecer. É difícil de imaginar um tempo em que não se podiam alimentar seus cães. Quando a paz veio, alguns dos velhos canis permaneceram e viram que começar de novo era difícil, mas encararam o desafio e rapidamente produziram a excelência mais uma vez.

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Uma foto de 1935 da Sra. May Pacey com cinco de seus campeões de Wolvey. Estes cães são muito contemporâneos com cães de hoje, à exceção do estilo do grooming. Esta foto ainda é citada para descrever um correto exemplode tipo de cabeça para raça.

Com a Segunda Guerra Mundial, também vieram dificuldades para Inglaterra, incluindo os donos de canis. Nesses seis anos de racionamento de comida e bombardeios, exposições e criação de cães se tornaram escassas. A Sra. Pacey se relembra de dar sua própria porção de carne para um filhote promissor, sabendo que ele necessitava de carde para o seu desenvolvimento. Ele foi um dos poucos cães que ela cuidou, ela mandou vários para fora da Inglaterra para casas seguras. Os ingleses são conhecidos pela sua devoção aos seus animais e a Sra. Pacey foi certamente uma dedicada criadora.

Westies foram exportados para o Canadá, logo em seguida a raça foi aceita pelo English Kennel Club. O Primeiro Westie registrado lá foi um Scottish importado registrado em 1909. Os Westies se apresentaram pela primeira vez em shows no Canadá em 1910, mas ele foi mais freqüentemente a shows depois da Primeira Guerra Mundial. Enquanto no Canadá a raça não criava tanto em quantidade como nos Estados Unidos, muitos cães de alta qualidade são de criação canadense. É interessante ler pedigrees de cães americanos e notar alta porcentagem de linhas de sangue “top” de cães canadenses, na base da criação. O Canadian West Highland White Terrier Club foi formado em 1952 com nove membros ativos e dois membros associados.

Em 1906 o Westminster Kennel Club inseriu a raça no banco de shows, em 1908 a raça entrou pela primeira vez no stud book do American Kennel Club. O West Highland White Terrier Club of América foi formado e admitido com membro do American Kennel Club em 1909. O primeiro padrão da raça americano copiado do padrão inglês foi aceito no mesmo ano.

Acasalamentos entre Westies e Cairns terriers continuaram. Se você procurava um Cairn, você escolhia um filhote colorido da ninhada e se você queria um Westie, você escolhia um filhote branco. Por volta de 1917 o American Kennel Club decidiu recusar o registro de qualquer Cairn que tivesse Westie nas três primeiras gerações do pedigree. O English Kennel Club rapidamente seguiu isso e as duas raças foram finalmente separadas. Desde que o Westie evoluiu para um cão de mais substância, aumentou uma polegada de tamanho e o peso aumentou ligeiramente, em comparação entre os dois padrões da raça para show.

Os registros da raça na América são repletos de nomes de muitos grandes cães importados. No início a raça se desenvolveu devagar assim como a maioria das novas raças. Em 1942 uma adorável cadela importada chamada Ch. Wolvey Pattern of Edgerstoune, ganhou Best in Show no Westminster Kennel Club, o primeiro Westie a vencer este almejado lugar. Ela foi um dos cães que a Sra. Pacey mandou para um lar seguro durante a Segunda Guerra Mundial. Vinte anos depois em 1962, 930 westies foram registrados pelo American Kennel Club.

O ano precedente um Westie vencedor, Ch. Elfinbrook Simon, de propriedade de Wishing Well Kennels, fez uma grande campanha nos “rings” de exposição, conseguindo doze Best in Show na América. Um recorde para a raça. Antes de ir para as exposições nos Estados Estados Unidos, Simon ganhou Best in Show três vezes no Canadá. Assim que ganhou quatro Best in Show na Flórida em janeiro de 1962, Simon aderiu aos seus prêmios e ganhou mais atenção dos fãs de cães sendo Best in Show no Westminster em fevereiro de 62. Esse foi o vigésimo Best in Show vencido e foi a primeira vez que um Westie ganhou este prêmio em vinte anos. Essa vitória sobre o melhor dos melhores dos cães de exposição em que cada cão entra tendo que haver previamente ganhado pontos, realmente marcou Simon como um dos Grandes. O julgamento do Best in Show foi televisionado em algumas partes do país, ganhando grande atenção dos criadores. No ano seguinte, em 1963, o número de registros de Westies cresceu para 1.136, tendo aumento de vinte e dois por cento sobre o ano anterior. Desde isso o número de registro vem aumentando. Em 1997, 8.805 Westies foram registrados.

Através dos anos a qualidade da criação mantida por sérios criadores é refletida nos “rings” nas exposições de cães da América e pela forte competição que a raça representa no grupo dos terriers.

Além da Escócia, a Inglaterra e os Estados Unidos apresentam exemplares consideráveis. Na Europa, esta é a terceira raça mais popular e dentre as raças de pequeno porte, é a preferida. Fora do Reino Unido, berço do Westie, os países que mais se destacam em qualidade são Espanha e Alemanha, possuindo vários campeões mundiais e mantendo altíssimo padrão de seleção. Na América do Sul o Westie está presente na Argentina e no Brasil, mas ainda em número reduzido.

Atualmente as suas qualidades, tais como caçadores, grande sociabilidade, alegria e inteligência são inquestionáveis. E a sua procura como quase um membro da família tem se consolidado.

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Acima: esboços do Scottist Terrier de hoje, do Westie Highland White Terrier e do Cairn Terrier, mostrando as diferenças em sua estrutura

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Curiosidade:
Até hoje apenas os dois Westies mencionados no texto acima venceram o: Westminster Kennel Club Dog Show, Wolvey Pattern of Edgerstoune em 1942; e Elfinbrook Simon em 1962 (foto ao lado).

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Alguns antigos campeões ingleses

Texto, organização de: Patrícia Scabello Martin - Presidente do CPW e Helen de Barros - Vice-Presidente do CPW

 
 
 
 
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